
Apresenta uma nova periodicidade, bimestral, e constitui-se como um objecto, um projecto, um exercício editorial e curatorial, relacional, de materiais textuais e visuais, conceptualmente definido, pensado e desenhado em sintonia com as transformações subtis mas constantes do universo da arte.
Que pensamento e processos norteiam a produção artística contemporânea?
A questão que se coloca neste número é uma de muitas passíveis de nos fazer projectar ideias sobre a complexidade e a diversidade da produção artística e sobre diferentes concepções do que pode ser arte. Não obstante a importância dos resultados da prática artística, quisemos abordar as intenções, as expectativas, e as condições essenciais em que trabalham os artistas e os designers contemporâneos. Estabelecemos uma abordagem reflexiva que se estrutura sobre uma profusão de referências, de sentidos e opiniões acerca das intenções, experiências, dimensões e contextos específicos da criação artística contemporânea.
Pensámos este número como uma narrativa fragmentada. A organização temática existe mas pretende ser fluida, invisível na diversidade dos registos escritos: entrevistas, conversas, artigos, críticas.
A nossa selecção não foi complicada: nesta AeL #25 abordamos a prática artística através de uma entrevista dada por João Fernandes, director do Museu de Serralves, curador cuja contribuição intelectual e profissional constitui uma referência do nosso sistema artístico; além de contribuições de vários autores sobre artistas cujos percursos e projectos de trabalho são abordagens exigentes e enriquecedoras de aspectos fundamentais da criação contemporânea. Apresentamos também artigos de análise de exposições a decorrer, e de livros recentes, e lançamos um olhar atento sobre o mercado da arte que dinamiza os leilões e antiquários. Inauguramos uma série de ensaios visuais, com curadoria de José Luís Neto, que se centrará na apresentação de projectos fotográficos. Publicamos ainda uma edição de imagens e comentários de Miss Dove. Por fim, o design gráfico de Paulo T. Silva é uma afirmação fundamental do nosso projecto de renovação.
Acreditamos que a edição de uma revista será sempre um work in progress, que deve ser entendido como exercício continuado de produção de conhecimento, de investigação, de análise e de opinião, em constante actualização e movimento.
Se a prática da edição, à semelhança da prática artística ou curatorial, articula processos experimentais e operações de construção e desconstrução, desenharemos cada um dos nossos números a partir de questões vitais do universo da arte.
Afinal questionar é a melhor forma de expressar o tempo em que vivemos.

da área da cultura necessitam de uma atitude construtiva constante por parte de todos os agentes que querem continuar a contribuir e a melhorar os diferentes campos da produção, da...

Com o dito "Senhores Anunciantes, prometemos ajudar-vos a resolver a crise!" Esta graça, dita à laia de bazófia, virou-se contra nós: a crise continuou, os homens sérios soçobraram, e nada...

A arte é um produto de consumo, seja financeiro ou intelectual, mas nunca é de mais lembrar a velha história de Van Gogh, artista obcecado pela perfeição das suas...

O Maxxi (Museo Nazionale delle arti del XXI secolo), primeiro museu de arte contemporânea da cidade de Roma, ficou finalmente concluído após dez anos de obras e será oficialmente...

O mediático escritor italiano Umberto Eco foi recentemente nomeado curador convidado do Museu do Louvre, seguindo-se a Robert Badinter, Toni Morrison, Anselm Kiefer e Pierre Boulez. Antes do seu...

O artista internacionalmente aclamado Olafur Eliasson, que co-desenhou o Serpentine Pavilion em 2007 (Londres), terá novamente nas suas mãos um projecto de arquitectura. A Câmara de Copenhaga pediu ao...